
Escondo as lágrimas entre as paredes do meu quarto e pergunto se um dia elas deixaram de correr pela minha face. Esta face ferida e gélida. Triste expressão solto ao compasso das palavras que me perturbam a mente, neste meu pensamento que percorre o mundo e que não chega a ti.
Sento-me nas escadas que ficam de frente para o meu jardim e observo as minhas flores, que estão com os rebentos na ponta, prestes a saltarem. Dando assim um ar deslumbrante ao meu jardim. Que ao contrario da minha alma, é lindo e simples. Com um toque do cheiro das rosas, das camélias e de outras pequenas flores e árvores, que eu mesma o nome não sei pronunciar.
Fixo o meu olhar morto no vazio e durante algum tempo os meus pensamentos flutuam. Sinto-me que nem um pássaro que acaba de nascer e não tem forças para voar. Sinto-me fraca. Leve, mas fraca.
Algo que falta. Falta a minha vitalidade. O meu brilho. O meu sorriso.
Por vezes tudo isso desaparece-me…onde andará.
Procuro-te. Procuro-me.
Nada encontro.
Sinto-me fraca.
Volta.
Faz-me voltar…
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