
O silêncio por vezes adormece as palavras e o que sinto não interessa aos olhos de outrem.
Sei dizer apenas que existe uma ausência passageira… de alguém que nunca perdura...tal como o vento.
Sinto uma remota culpa por não amar os que me amam, por não conseguir ser tudo aquilo que gostariam.
Desiludo-me tanto…
Porque me entrego a pessoas que se devaneiam, que por de trás trazem um interesse incrédulo de magoar quem já fora magoado.
Por mais que tente não consigo acreditar em palavras bonitas e que tentam ser sinceras… consigo decifrar em alguns olhares ate onde esta a sinceridade do que sai por entre os lábios. È muito mau estar com alguém e sentir que nada daquilo é real. Que não passam de histórias que te prendem a atenção, mas que na verdade não passam de mentiras.
Não gosto de pessoas que fazem um ensaio geral da vida e que vivem como se tudo fosse um teatro.
É banal. Tudo isso acontece…talvez por isso me sinta ridícula no meio de tanta teatralidade… diariamente vejo sorrisos e olhares falsos, palavras agradáveis que quando descobrimos o fundamento, aparecem desagradáveis.
Ninguém imagina o que é realmente este mundo. Talvez eu olhe para ele de forma menos protagonizada e sinta este repulsar por tudo e por todos.
Talvez por isso me feche num mundo em que só entram algumas personagens, que mesmo não sendo seleccionadas, acabam por ter o seu ciclo de selecção.
Contudo continuo aqui neste silêncio, entre quatro paredes, distante… e só aqui me sinto realmente bem. Isolada de mim mesma…
Susana Teixeira
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