terça-feira, 17 de agosto de 2010

Duas mãos

 

Duas mãos
 
 
 
 
 
 
 
Duas mãos que em qualquer momento podem não dizer nada, que induzem a actos inocentes, verdadeiros, simples e esperados, mas não…não estou a falar dos actos esperados que duas mãos podem conceber…
 
Estou a falar do simples acto inocente de me dar a mão…aquele acto que parou o mundo e me deixou parada a mim também…
 
 
Eu senti…o coração disparou…pulsou sem me avisar… (eu suplico para ele parar, ele não me ouve) …quase rebenta comigo e ninguém está a ver… (só espero que ele pare antes que me mate) … eu estou a sentir o que é isto, pois já senti isto antes... (por favor alguém me pare isto) …estou a paralisar…parou tudo…não me mexo…nem os meus olhos…nem a minha boca…nem respiro…parou tudo…nem mesmo o meu coração bate…não digam…eu já sei… é mesmo sintoma de quem ama…Já que não paras coração…fica assim comigo para sempre parado…mas de alguma maneira amado!
 
[Susana Teixeira]

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