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Roubou-me tudo, e ainda hoje corro em círculos sem saída…no desespero das minha forças…na tolerância dum mundo que anseia o meu regresso…multiplico-me…
Tento encontrar a saída do labirinto em que entrei…sem amor….sem coração….assim vagueio…
Livre de qualquer dor que poça apoderar-se de mim…
Certezas….não tenho…
Razões?....a de viver não é certa…preferia oferecer a minha vida a alguém que lhe desse valor…
O que faço dela…não sei…tento encontrar-me.
No fundo é o que todos fazemos aqui.
Nada do que digo está certo. Muito menos o que faço será o mais correcto…mas quem me deixou e nunca mais voltou, também não se lembrou…
Giro não é? Escrever coisas tristes…coisas que no fundo sinto e penso…antes de premir cada uma destas teclas. O que eu já fiz da minha vida a não ser viver em função de quem já amei?
O que fiz eu para mim?....apenas esta merda onde escrevo…que muitos lêem e ainda dizem que gostam…e outros fingem nem ler, porque lhes dói o que escrevo e não tem coragem de me bater…no fundo por dizer uma parga de cenas que todos sabem que é verdade. Que a vida é uma merda quando não a sabemos viver.
Eu só vivi enquanto fiz o que o meu coração dizia. Isso sim! È viver…O resto é treta. Vivi quando recebia o sorriso que mais esperava, quando me dava a mão com a desculpa de alguma situação…quando pedia o meu colo e deitava a cabeça sobre ele…quando lhe passava a mão na cabeça e dizia uma data de coisas que me vinham há cabeça.
Quando chorou por mim que nem uma criança quando perde o brinquedo. Vivi enquanto existia para dar carinho…um abraço nas horas tristes, uma gargalhada nas horas divertidas…
Vivi quando tinha aquelas brincadeiras parvas em que rolávamos para um lado e para o outros sabe-se lá com que desculpa. Quando nos esquecíamos que os outros estavam por perto e que dizíamos coisas parvas, que muito ouviam e estranhavam.
Vivi, quando mentia-mos para nos vermos e desfrutarmos 5 minutos apenas da presença desejada. Os telefonemas diários de horas a fio…as conversas deitadas fora….
As lembranças que trocávamos…as surpresas que te fazia…as cartas que te escrevia…..os desenhos que me fazias…as musicas que te escrevi…as vezes que me ajoelhei e me declarei…
As lágrimas que partilhámos….a força…os momentos…bons… maus…
Ate que um dia te foste embora e levas-te tudo isto de mim.
O que fizeste tu de mim ao que sou hoje……
Não sabes o quanto ainda hoje dói…
Não tens ideia das lágrimas que por ti larguei…
Não merecia um fim tão triste.
[Susana Teixeira]
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