Um sorriso esconde uma lágrima e ambos se escondem em duas mãos. Duas mãos doridas de muitas palmatórias, mas menos doridas do que um coração. Coração abandonado por tantas coisas que o preenchiam e agr ond so resta um fiozinho d esperança. Aquele fiozinho que alimenta o sorriso. Aquele simples sorriso que evita tantas perguntas, muitas até sem resposta. Tantas vezes abalado e adormecido. Não entendo tantas coisas e muitas outras não quero mesmo entender. O sorriso continua cá estampado. Pode parecer falso, interesseiro, traiçoeiro até. Mas não. É um sorriso protector, uma capa para o meu mundo. E ao mesmo tempo, uma porta aberta. Para aquele castelo que enfraqueceu através dos tempos, mas que persiste em se manter d pé. É agora uma espécie de museu, onde qualquer um entra e mexe e no fim deixa tudo desorganizado, vira as costas e bate com a porta. Porque há de haver alguém responsável para o organizar. E o sorriso enfraquece, torna-se mais frio e distante. Mas persiste em ficar. Porque o brilho dos olhos são uma lágrima preste a estalar, mas o sorriso está lá para a esconder, e as mãos por muito doridas que estejam vão sempre tapar tudo e segurar o tão abalado castelo. Até que algo mude. Só Deus sabe o que será* Só Deus sabe o que virá. Não há outro que conhece tudo o que acontece em mim*[Susana Teixeira]
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