terça-feira, 17 de agosto de 2010

A minha guerra fria

 

 
 
Não aprendo
 
 




Entro na guerra fria e dura, a guerra dos sentimentos, do coraçãoa guerra que parecia a mais pura e doce...Penso no meu passado, o passado dói.mas na verdade é o presente que me destrói. São as minhas palavras, puras, genuínas, verdadeiras, simples, mas nem sempre percebidas
 
As palavras que solto a toda a hora e que são indiferentes a qualquer ser, as palavras que me corroem o estômago se não as soltar, mas elas magoam-me e porque as uso? Será que o ser humano deve ser enganado só para se sentir bem consigo próprio?
 
Não! Pois não .
 
Então compreendecompreende porque as uso com tanta frequênciaElas só existem porque tem sentido, tem significado e por parte deveriam tocar-te como eu te toco, deverias olha-las como eu te olho, deverias aceita-las .
 
Fico triste por me sentir totalmente de parte e apago-me, sinto que dou tudo de mim e não recebo nadaporque me desgasto eu nesta batalha onde eu já fui eliminada sem pestanejar, onde não vi ninguém aproximar-semas senti .senti a facada no peitofoi dada com intençãoquem ma deu viusabia que eu me encontrava fracaaproveitou a minha sensibilidade
 
Porque dou eu tudo de mim?
 
Porque?
 
Porque a cada dia que passa caiu no mesmo sitio e não me levanto mais?
 
Porque basta uma palavra que me levanta sem força? Sem presença?
 
Que quer esta dor de mim?
 
Não tenho mais nada para dar acreditaapenas esta minha presençaque muitas vezes é insignificanteaté ao dia em que deixará de ser presença.

 

[Susana Teixeira]

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