
Não julgues que me tens na mão só porque te dou a minha. Não julgues que fazes o que quiseres só porque te mostro que mexes comigo. Não julgues que me podes tirar o sorriso só porque te dou muitos deles. Não julgues que és “maior” só porque respeito a tua diferença. Sustêm o egocentrismo na mão e assenta os pés no chão. Não penses que me conheces quando só me sabes o meio termo. Não penses que sou simpatica só porque me derreto. Não penses que não sei odiar só porque me viste amar. Não penses que sou a “do canto” só porque te calculo sem chegar á solução possível. Suporta-te na tua humildade, na tua nostálgica verdade. Eu sei o quanto estás longe de toda a sinceridade. Corri para longe sorrindo com toda a tua cegueira, como não consegues ver o quanto inchas sem motivo?! Mas não foste tu que me fizeste correr, sou eu que não consigo viver assim. Isto não faz sentido para mim. Esta vida não faz sentido para mim. Luto para te proteger de ti mesmo, por te fazer transparecer o valor que acredito que tens. E em vez disso fazes o teu melhor olhar de desaprovamento quando te cansas de ignorar. Mal reparas em todos os dias que passam, simplesmente deixas passar. Desapercebendo-te do completamente perceptível. Matas tempo. Mas eu sei.
[Susana Teixeira]
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